METADE DOS VIAJANTES AINDA NÃO USA IA POR MEDO DE ERROS, DIZ PESQUISA

Levantamento foi feito pela plataforma Civitatis com 7 mil entrevistados como parte da campanha que defende a curadoria humana no planejamento de viagens!

O uso de Inteligência Artificial está em franca expansão, mas alguns setores ainda se mantêm cautelosos com a tecnologia. E, apesar do avanço da IA no planejamento de viagens, metade dos viajantes ainda prefere confiar em informações verificadas e em seu próprio planejamento.

É o que mostra uma pesquisa inédita da Civitatis – plataforma líder na venda de visitas guiadas, excursões e atividades em português e espanhol ao redor do mundo. O levantamento com mais de 7 mil entrevistados revelou que 50% deles ainda não utilizam IA para organizar suas viagens.

A pesquisa faz parte da campanha Viajar é humano, da plataforma, que chama a atenção para erros em informações dinâmicas, reforçando a importância da curadoria humana no planejamento de experiências turísticas.

A análise dos dados mostra que, mesmo entre viajantes frequentes (65% fazendo entre duas e cinco viagens internacionais por ano), o uso da IA ainda não conseguiu substituir os métodos tradicionais nas experiências de viagens.

Quais os motivos de tanta resistência?

A plataforma identificou que muitos usuários dão valoir ao planejamento próprio, ou seja, eles mesmos gostam de montar seus itinerários. Tudo de forma pessoal e direta.

Um segundo aspecto está diretamente relacionado à falta de familiaridade com a tecnologia. Considerável parcela de usuário9s desconhece as aplicações de IA para esse tipo de serviço ou não se sente confortável utilizando essas ferramentas.

A pesquisa revelou ainda que entre os principais problemas apontados pelos usuários está a ocorrência de erros críticos em informações dinâmicas, especialmente aos que se referem a horários e preços atualizados; links que não funcionam; atrações indicadas como abertas, quando ainda estão fechadas; ou até mesmo atividades que sequer existem.

A verdade é que a IA é muito inteligente, mas também muito artificial. É inevitável que mais viajantes passem a utilizá-la em suas pesquisas, mas é ainda mais inevitável que o olhar e a curadoria humana ganhem cada vez mais relevância para discernir o que é informação útil e real, e o que é apenas ruído digital”, afirma Alexandre Oliveira, country manager da Civitatis Brasil.

Ele acrescenta que os viajantes ainda têm receio de informações que surgem na IA, “algumas sugerindo experiências ou destinos que nem mesmo são reais.”

Ilha fictícia

A ilha fictícia de San Elías, que foi recomendada em respostas de IA Foto Divulgação

Para ilustrar a importância da curadoria humana no segmento de viagens, a plataforma criou a ilha fictícia de San Elías, um destino inexistente que aparece como recomendação em algumas respostas geradas por IA. O objetivo é ilustrar os riscos de confiar cegamente em recomendações automatizadas sem validação humana.

Mas, como a IA está sendo utilizada em viagens?

Segundo a pesquisa, a tecnologia costuma ser utilizada como ponto de partida para dúvidas logísticas. Mas, diante do risco de recomendações incorretas ou incompletas, muitos recorrem a buscadores ou plataformas com curadoria humana, como a Civitatis, que criou inclusive um novo aplicativo que traz informações em tempo real e milhões de avaliações verificadas.
 


 


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