VIVÊNCIA NO CIRCO É UMA EXPERIÊNCIA MÁGICA, DESAFIADORA E ATEMPORAL!

A convite da Cia de Dança Karla Jacobina, passei um domingo no Circo Escola Picadeiro, em São Paulo, para a gravação de um videoclipe com direito a malabarismos e acrobacias aéreas. Vem com a gente nessa aventura!

SIMONE GALIB

E se você pudesse mergulhar no mundo mágico do circo por um dia, sendo protagonista de momentos desafiadores, mas intensamente mágicos? Foi o que eu vivi no último domingo, dia 21 de junho, no Circo Escola Picadeiro, em Osasco, na Grande São Paulo.

E o que é melhor: acompanhada por um grupo de mulheres animadas, super divertidas, e por uma equipe de profissionais circenses que nos deixaram muito seguras para vencer desafios, como “voar” na lira ou subir nos tecidos, virando de ponta cabeça. Algo que nenhuma de nós sequer tinha imaginado que pudesse fazer algum dia. Mas fizemos -e ainda com muita pose!

Essa ideia incrível partiu da nossa professora de dança, karla Jacobina, que tem uma companhia que leva o seu nome e convidou suas alunas de dança cigana para gravar um videoclipe da coreografia Lule Lule, uma música albanesa (aliás, eletrizante), no circo. Tudo a ver com o espírito alegre da dança cigana.

A professora Karla Jacobina e suas alunas no picadeiro

Sim, sabemos que Karla é super criativa, ela sempre nos surpreende com vivências memoráveis, mas confesso que desta vez levamos um susto: “Como assim, dançar no circo? “Isso mesmo, tem a ver com alegria, com a nossa criança interior, com o auto conhecimento e com o espírito da nossa dança”, disse ela.

Embarcamos no sonho e foi uma experiência fantástica para todas. Até mesmo para a trupe do circo que, em pleno domingo de inverno, às 8h da manhã, se viu cercada por um grupo de mulheres maquiadas, perfumadas, com flores no cabelo e extremamente alegres. É assim que ficamos toda vez que nos reunimos para dançar. A festa entre nós acontece sempre antes, durante e depois. No circo, a adrenalina já começou nas alturas e assim se manteve ao longo do dia.

Cenas da gravação do videoclipe

Luz, câmeras e muita ação: respeitável público, que loucura foi essa?

Fomos ao circo para gravar a coreografia, mas a dança seria a segunda parte da aventura. A primeira passsava por um rápido aquecimento para depois começarem as atividades circenses. Impossível não lembrar da infância. Memórias afetivas saindo pelos poros… Havia uma certa excitação (sim, a criança interior vibrava) e um sentimento de muita alegria entre todas nós.

Em questão de minutos, viramos malabaristas, com vários instrumentos de trabalho: argolas, chapéus de pano que deveriam ser manter girando sobre um pequeno pauzinho, bambolês e claves (objetos em formato de garrafa arremessados e girados no ar).

Como nos familiarizar com tudo aquilo em minutos? O desafio estava lançado.

Sentir medo de fracassar, de derrubar tudo, de se machucar, de não conseguir acompanhar as colegas? Que nada. Orientada pela equipe do circo, a turma se jogou no malabarismo e, aos poucos, foi entendendo que tudo é uma questão de se atirar no desconhecido para, depois, concretizar.

Acrobacias aéreas: nossos momentos de pura alegria!

Uma das cenas mais divertidas dessa manhã no picadeiro foram as acrobacias. Nós experimentamos a lira (aro de metal suspenso para performances) e os longos tecidos pendurados a partir do teto, onde você pode subir utilizando o peso do seu corpo e depois praticar quedas, tipo grandes cambalhotas, ficando de cabeça para baixo. Consegue se imaginar assim? Eu nunca havia pensado nessa possibilidade!

E não é que muitas das tentativas deram certo? Erramos muito, mas também acertamos. Viramos de ponta cabeça, nos desafiamos, subimos, descemos, rodopiamos… nos aplaudimos. Fomos protagonistas e plateia!

E o mais incrível ainda: na hora do clipe e da dança, já conseguimos usar, na gravação, alguns desses malabarismos que tínhamos acabado de aprender, como se aquilo tudo fizesse parte da nossa rotina. E ainda subimos nos aparelhos, como a lira, usando nossas saias com cerca de 15 metros de roda. Que mulheres ousadas!!!!

A coreografia, que a princípio seria o nosso grande desafio, saiu leve, livre e solta (assista ao vídeo abaixo), porque havíamos rompido barreiras e enfrentado o desconhecido: uma manhã cheia de adrenalina no picadeiro de um circo em São Paulo, com luzes coloridas e muita fumaça de gelo seco como pano de fundo. Tudo fluiu muito bem e a dança seguiu o compasso do coração.

A alegria faz toda a diferença, não? Grande lição de vida!

Um pouco da história do circo

O Picadeiro Circo Escola existe há 42 anos e a estimativa é que já tenha formado mais de 1,5 mil alunos, entre eles artistas e grupos circenses que seguiram carreira tanto no Brasil, quanto no exterior. Hoje, por exemplo, há vários deles atuando no estrelado Cirque du Soleil.

Entre alguns dos grupos artísticos que por ali passaram, estão os Parlapatões, Acrobático Fratelli e Cia La Minima, este último formado pelo ator Domingos Montagner, que morreu afogado, em 2016, durante as gravações da novela Velho Chico, da Globo.

Além de dar aulas e preparar novos talentos, o Picadeiro Circo Escola também faz espetáculos e oferece vivências com essas atividades cheias de adrenalina e alegria, inclusive para empresários ou quaisquer profissionais que queiram desfrutar de momentos únicos.

Para os que querem experenciar novidades, é um espaço muito especial em São Paulo!

Av. Visconde de Nova Granada, 513 – bairro Bela Vista – Osasco

@picadeirocircoescola_oficial

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