O assunto interessa muito hoje ao Brasil: os Estados Unidos continuam firmes na decisão de combater os cartéis de drogas nas Américas Central e do Sul por meio de ações militares. Essa posição foi reforçada durante a Conferência Inaugural das Américas sobre o Combate aos Cartéis, realizada no quartel-general do Comando Sul das Forças Armadas (SOUTHCOM), em Doral, na Flórida.
Para o general Francis Donavan, comandante do SOUTHCOM, há a necessidade das Américas trabalharem juntas para defesa de toda a América Latina e do Caribe. “O Hemisfério Ocidental é a nossa vizinhança”, disse o general, acrescentando que “como aliados e parceiros, devemos agir de forma enérgica em conjunto”. Ele ressaltou, porém, que os Estados Unidos agirão sozinhos, se for preciso, citando o recente caso da Venezuela, com a prisão do ditador Nicolás Maduro.
Stephen Miller, chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, disse ser inaceitável que cartéis terroristas e criminosos estrangeiros possam operar sem impedimentos em seus territórios, comparando-os aos grupos do Estado Islâmico, como o ISIS e o Al-Qaeda.
Segundo ele, essa falta de ordem e segurança aumenta a imigração ilegal em massa para os Estados Unidos, fortalece e enriquece os cartéis e drena a economia dos países vizinhos.
“Sob a liderança do presidente Trump, estamos usando o poder coercitivo, o poder militar, a força letal, para proteger e defender a pátria americana.”