JOVENS BRASILEIROS LIDERAM O CONSUMO DE MÚSICA CLÁSSICA NO MUNDO!

Essa informação consta de um levantamento global, que entrevistou mais de 8 mil pessoas em dez países. A demanda para o gênero musical no Brasil é alta, mas falta acessibilidade!

Você sabia que os jovens do Brasil lideram o consumo de música clássica globalmente e 75% dos brasileiros afirmam ter alguma conexão com esse gênero musical?

E tem mais: entre os brasileiros que já foram a um concerto de música clássica alguma vez na vida, 96% dos jovens (geração Z e millennials) dizem ter comparecido a pelo menos uma apresentação no último ano -muitos deles mais de uma vez. Esses números colocam o país entre os públicos mais ativos internacionalmente.

As informações são do Classical Pulse 2026; Perspectivas sobre a Música Clássica, o primeiro relatório global, elaborado pelo Candelelight, série de concertos apresentada pela Fever, que analisou os hábitos de mais de 8 mil pessoas em dez países.

Os principais alicerces do estudo são os motivos que levam o público a se interessar pela música clássica, os obstáculos que enfrenta e como essas experiências podem atender melhor às suas expectativas.

Forte conexão com o gênero

Entre os países pesquisados, o Brasil se destaca como uma das audiências mais envolvidas com música clássica: cerca de 75% dos entrevistados afirmaram ter algum tipo de conexão com o gênero -seja como músicos amadores, estudantes. educadores, profissionais ou por conhecer alguém.

O país também ocupa a 2ª posição – só perde para a Austrália – em “seguidores dedicados”, ou seja, aqueles que acompanham de perto apresentações e artistas. Esses seguidores representam 15% entre os interessados no gênero musical.

Outro dado interessante: as redes sociais são as maiores propagadoras dos concertos tanto no Brasil quanto no México. Em ambos países, elas superam o boca a boca como principal canal de descoberta, mesmo entre gerações mais velhas. Outros meios de divulgação são rádio, TV e recomendações pessoais.

Falta de acesso

Enquanto globalmente a principal razão para não ir a concertos é o desinteresse, aqui no Brasil o problema é acessibilidade. Segundo o estudo, 42% apontam a ausência de concertos perto de onde vivem; outros 24% citam o alto custo dos ingressos e 18% dizem não saber o suficiente sobre o gênero.

Fica a dica para os produtores musicais: há uma demanda latente, mas é preciso superar barreiras estruturais e geográficas.

Ressignificando a música clássica

Um dos concertos Candlelight no Masp, em São Paulo Foto Divulgação

O levantamento também mostrou que o gênero vem sendo ressignificado, especialmente entre os mais jovens. E aqui no Brasil, 30% demonstram maior interesse por concertos que mesclam gêneros musicais; outros 29% preferem apresentações com efeitos visuais e 19% se interessam por locais não convencionais, como museus, hotéis ou espaços históricos.

O país também está entre os países mais receptivos a formatos interativos. Ou seja, o público deseja consumir cultura de um jeito menos formal, mais imersivo e social.

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