MAIS DA METADE DOS JORNALISTAS BRASILEIROS TÊM SINTOMAS DE DEPRESSÃO

Além do adoecimento psíquico, os profissionais enfrentam sobrecarga e violência no exercício da profissão, segundo estudo inédito com 257 profissionais do país!

Como está a saúde mental dos jornalistas brasileiros? Eles enfrentam adoecimento psíquico, sobrecarga e violência no exercício da profissão.

É o que revela um estudo inédito feito com 257 profissionais de todo o país, entre dezembro de 2024 e outubro de 2025, pela Fundacentro em parceria com a Federação Nacional dos Jornalistas. Os números mostram que mais da metade dos jornalistas apresentam sintomas de depressão (50,2%); outros 47,8% convivem com estresse e 47,9% sofrem de insônia.

Segundo a pesquisa, 35,8% deles têm sintomas de ansiedade, sendo que uma parcela significativa apresenta níveis severos ou extremamente severos.

Além do adoecimento mental, o estudo traz à tona a presença marcante de violência no ambiente de trabalho. Entre os entrevistados, de 26,1%a 37% afirmam que sofreram assédio moral; e outros 30,4% dizem ter sido vítimas de cyberbullying.

A presidente da Fenaj, Samira de Castro, afirma que o cenário revelado pelo estudo exige medidas concretas por parte de empresas de comunicação, além da implementação de políticas de prevenção aos riscos psicossociais.

Para a Fenaj, os resultados da pesquisa evidenciam “um cenário preocupante”, marcado por essas altas taxas de estresse, ansiedade, depressão, insônia, assédio moral e violência digital. Revelam ainda “um ambiente de trabalho caracterizado por altas demandas, baixo controle sobre as atividades e insuficiente apoio social”, fatores reconhecidos determinantes de adoecimento psíquico.

A federação diz ainda que esses elementos não apenas afetam a saúde dos profissionais, mas também impactam a qualidade da informação produzida.

Para mais detalhes sobre as condições de trabalho e saúde mental dos jornalistas do Brasil, clique aqui.

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