MÍDIA: GRUPO TELEGRAPH, DO REINO UNIDO, VOLTA A FICAR À VENDA!

A RedBird Capital Partners desistiu da compra, trazendo alívio aos funcionários do grupo que estavam preocupados com as interferências no jornalismo

O Telegraph Media Group, um dos mais importantes grupos de mídia do Reino Unido, não será mais vendido para a RedBird Capital Partners, que havia feito uma oferta de cerca de US$ 658 milhões (500 milhões de libras esterlinas). A empresa desistiu da compra.

Esse processo de aquisição, iniciado há mais de dois anos, encontrou resistência de funcionários de alto escalão do grupo de mídia. “O The Telegraph merece proprietários que se importem com o jornalismo e que invistam nele”, afirmou Chris Evans. editor do jornal The Telegraph.

O recuo da RedBird representa a segunda tentativa de colocar o Telegraph sob a influência de sua parceria, comandada pelo ex-presidente da CNN, Jeff Zucker, e pela International Media Investments, apoiada por
Abu Dhabi. Zucker já havia demonstrado interesse de assumir o controle do Telegraph e do The Spectator, em 2023.

Seus planos, porém, foram atropelados pelo próprio governo britânico que estabeleceu nova legislação, impedindo que governos estrangeiros adquiram jornais britânicos.

Agora, o The Telegraph volta novamente a ficar à venda, enquanto seu conselho busca um comprador que se ajuste às expectativas editoriais e políticas da publicação.

Esse processo acontece bem no momento em que o setor de mídia britânico passa por uma crise de credibilidade. A BBC, por exemplo, enfrenta dias turbulentos com a descoberta de que um discurso do presidente Donald Trump, em 6 de janeiro de 2021, foi propositalmente falsificado para induzir o leitor a pensar que ele havia incitado a violência na invasão do Capitólio.

A história que veio à tona resultou na renúncia de altos executivos da BBC, incluindo o diretor-geral Tim Davie.

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