Aconteceu o que ninguém poderia imaginar: Dubai, o paraíso futurista e milionário dos Emirados Árabes Unidos, virou praticamente uma cidade deserta de turistas desde que se tornou alvo do Irã durante os conflitos no Oriente Médio. Milhares de pessoas, entre visitantes e moradores, deixaram a cidade, com medo dos mísseis e drones que foram lançados contra hotéis cinco estrelas, como o Fairmont em Palm Jumeirah, e arranhas-céu luxuosos.
Além das construções glamurosas, eles atingiram em cheio o turismo. Reportagens recentes de jornais britânicos, como o Daily Mail, afirmam que praias, piscinas, espriguiçadeiras e bares movimentados estão vazios. Alguns moradores disseram ao jornal que “a cidade acabou”.

Um dos melhores exemplos desse clima desolador é a praia de Jumeirah, no centro de Dubai, com vista para o arquipélago de Palm Jumeirah e seu resort famoso, o Atlantis. Normalmente, repleta de turistas ela estava praticamente vazia, com seus guarda-sóis fechados. Há relatos de que várias instalações estavam fechando as portas por falta de visitantes.
Ataques do Irã

Em Dubai, quatro pessoas morreram e milhares de moradores e turistas fugiram dos confrontos ao longo das últimas semanas. Outras quatro pessoas ficaram feridas quando dois drones atingiram o aeroporto internacional, um dos mais movimentados do mundo. Diversas companhias aéreas importantes cancelaram todos os voos para a região por semanas.
A cidade foi alvo de dois terços dos mísseis do regime iraniano -1,7 mil projéteis em duas semanas, embora 90% tenham sido destruídos pelas defesas aéreas.
Bancos ocidentais já evacuaram seus funcionários em meio a ameaças da República Islâmica de que seriam os próximos alvos de seus ataques com bombas.
Os ataques do Irã têm como alvo outros aliados dos Estados Unidos em todo o Golfo, e o fechamento do Estreito de Ormuz fez com que os preços do petróleo e das passagens aéreas disparassem em todo o mundo, em meio a temores de uma recessão global.
O Irã praticamente bloqueou o acesso à hidrovia, um ponto crítico no comércio global por onde normalmente passa cerca de 20% de todo o petróleo diariamente. O regime alertou o mundo para se preparar para o barril de petróleo atingir US$ 200.
É preciso cautela com imagens!
Além do medo da guerra, os moradores de Dubai, entre eles muitos influenciadores digitais, enfrentam outra situação inusitada. Segundo a imprensa britânica, correm riscos de processos judiciais, caso divulguem vídeos ou imagens que eventualmente possam espalhar o pânico.
Criadores de conteúdo que publicarem “desinformação” podem ser presos. Na última terça-feira (9), a polícia afirmou que aqueles que postarem qualquer coisa que contradiga anúncios públicos, “causando pânico”, podem pegar até dois anos de prisão e pagar pesadas multas.
A embaixada britânica nos Emirados Árabes Unidos pediu cautela aos seus cidadãos. Ela afirmou que as autoridades “alertam contra fotografar, publicar ou compartilhar imagens de locais de incidentes ou danos causados por projéteis, bem como prédios governamentais e missões diplomáticas”. E acrescentou: “Cidadãos britânicos estão sujeitos às leis dos Emirados Árabes Unidos; violações podem resultar em multas, prisão ou deportação”.
As autoridades dos Emirados Árabes Unidos acusaram 21 pessoas de crimes cibernéticos por divulgar vídeos mostrando mísseis e explosões, afirma o Daily Mail.
Em meio a esse cenário de instabilidade, o governo lançou uma campanha dizendo que “os grandes estrondos” no céu representam “o som de que estamos seguros”. Ou seja, é o sistema de defesa aérea entrando em ação.
O fato é que, por hora, ninguém sabe como tudo isso vai terminar!