POR QUE O DESERTO DO ATACAMA É UMA VIAGEM EXISTENCIAL?

De dia, paisagens naturais maravilhosas; à noite, um céu forrado de estrelas, perfeito para uma conexão profunda com o universo. A porta de entrada é San Pedro de Atacama, no Chile!

Viajar para ver estrelas, constelações, planetas e fenômenos astrológicos atrai cada vez mais pessoas comuns em busca de uma conexão mais profunda com o céu noturno. Não por acaso o deserto de Atacama, no norte do Chile, com céu escuro, baixa umidade, altitude e poluição luminosa quase zero, abriga hoje os telescópios dos principais observatórios científicos do planeta.

O endereço para esse grande roteiro de astroturismo é a cidade de San Pedro de Atacama, onde diariamente as cenas se repetem: ao cair da noite, longe das luzes do vilarejo, a Via Láctea cruza o céu com uma nitidez de perder o fôlego, até mesmo para aqueles que já estão acostumados com esse cenário. 

Atacama: um dos melhores locais do mundo para astroturismo Foto Tripadvisor/reprodução

Os tours astronômicos são criados para todos os perfis de viajante. Eles oferecem guias que explicam o céu de forma didática, com dados científicos, mas sem termos técnicos complexos, e com respeito à cultura indígena Lickan Antai, incorporando aos relatos a cosmovisão andina. E o que é melhor: ninguém precisa ser especialista para mergulhar nos mistérios do universo e conhecer um pouco mais sobre os primeiros povos indígenas que ali viveram.

Como são esses passeios noturnos

O guia geralmente orienta o grupo sobre as constelações do hemisfério sul com a ajuda de um apontador laser e telescópios profissionais, permitindo que o visitante observe planetas, aglomerados de estrelas e a lua, conforme o dia em que a atividade é realizada.

A maioria dessas experiências se encerra com uma bebida quente sob as estrelas. Para os interessados em fotografia, há tours astronômicos que costumam incluir também um retrato do visitante sob a Via Láctea. Vale lembrar que essas experiências rendem mais em noites sem lua cheia, quando o céu está mais escuro.

Outro tipo de tour que desperta interesse entre os turistas são os especializados em cosmovisão andina. Em vez de um enfoque mais científico, eles mostram como os povos antigos do deserto interpretavam o céu, guiando sua vida pelas constelações, mitos e seu próprio calendário.

Uma dica importante na hora de planejar a viagem é ficar de olho no calendário lunar. Embora o céu possa ser observado durante todo o ano, as noites próximas à fase cheia da lua oferecem menor visibilidade das estrelas. A lua nova é a melhor data para ver o céu forrado de estrelas.

Outras belas paisagens 

O Vale de la Luna Foto Divulgação

Nem tudo se resume ao céu noturno. Durante o dia as paisagens do deserto mais seco do mundo são também maravilhosas. Há salinas, vulcões, géisers e fontes termais. Um dos passeios mais concorridos é o Vale de la Luna, na Reserva Natural Los Flamencos, cujas formações rochosas lembram o solo lunar. Tem uma enorme duna de areia e montanhas com faixas cor-de-rosa.

Descobrindo San Pedro de Atacama

O Atacama fica no norte do Chile e tem paisagens deslumbrantes Foto Divulgação

Prepare-se para enfrentar as alturas: o charmoso vilarejo fica a cerca de 2.400 metros acima do nível do mar, mas alguns passeios no entorno podem alcançar 4 mil metros de altitude. Por isso, um tempo para se aclimatar e uma boa hidratação ajudam a encarar o tal do “mal da altitude”, que eles chamam localmente de soroche ou apunamiento. Evite beber álcool logo na chegada.

O vilarejo de San Pedro de Atacama tem ruas de terra e arquitetura de adobe, e pode ser percorrido a pé. Já para conhecer os principais atrativos do deserto, como o famoso Valle de la Luna, os gêiseres do Tatio e as lagunas altiplânicas, o melhor é contratar tours com operadores locais que incluem o transporte. A bicicleta é outra opção frequente para os arredores mais próximos. O carro alugado oferece mais autonomia, embora algumas rotas exijam direção cuidadosa e boa tração.

O charmoso vilarejo San Pedro de Atacama Foto Divulgação

As temperaturas mudam bruscamente entre o dia e a noite. Por exemplo, durante o dia pode essar 27ºC e depois do pôr do sol os termômetros despecam para 1°C ou até menos. Como você ficará a maior parte do tempo ao ar livre, levar agasalhos adequados é fundamental. 

A radiação solar é intensa durante o dia, mesmo quando não se sente tanto calor, por isso protetor solar, chapéu e óculos de sol não podem faltar em sua bagagem. Também é aconselhável levar água em cada saída, no mínimo um litro por pessoa, já que a secura do ambiente desidrata com facilidade.
 

Chegando lá a partir do Brasil 

A cidade de Calama, porta de entrada para o deserto Foto Divulgação

A porta de entrada para o deserto é a cidade de Calama, onde fica o aeroporto El Loa (CJC). Depois, são cerca de 100 quilômetros até San Pedro do Atacama, pela Rota 23 (cerca de uma hora e vinte minutos), em meio à bela paisagem do salar. As opções de transporte são um transfer compartilhado, disponível após a chegada de cada voo, ônibus ou o aluguel de um veículo.
 

De São Paulo, o trajeto habitual é voar até Calama com conexão na capital Santiago. O trecho entre Santiago e Calama leva pouco mais de duas horas e conta com cerca de dez frequências diárias.

Uma vez no destino, contratar um guia vai facilitar a vida do viajante. Além de tours com explicações específicas, ele também representa mais segurança. No deserto, as distâncias são grandes, as condições climáticfas mudam rapidamente e o terreno exige experiência.

Para visitar esse destino incrível, custa em média entre R$ 5 mil e R$ 9 mil por pessoa, incluindo passagem, hospedagem, passeios e alimentação.

A trip vale a pena, pode apostar!
 


 


 


 

GOSTOU? COMPARTILHE AGORA:

X | Twitter
Telegram
Facebook
LinkedIn
WhatsApp