Enquanto aumentam restrições para a entrada de turistas brasileiros em vários países, a Ásia, na contramão, promove cada vez mais a visita dos viajantes, eliminando vistos e facilitando o acesso. Resultado: países como Japão, China e Coreia do Sul entraram totalmente no radar e viraram os queridinhos dos viajantes.
Sim, atrações todos eles têm de sobra. Mergulhar nas tradições milenares do Japão ao mesmo tempo em que se desfruta de tecnologia de ponta do país asiático atrai cada vez mais brasileiros que, desde 2023, não precisam de visto de entrada para viagens turísticas de até 90 dias.
O resultado é que o fluxo anda intenso. Segundo a Quickly Travel, agência especializada no Japão e em outros destinos asiáticos, a Organização Nacional de Turismo Japonês registrou um crescimento de 200% de turistas brasileiros na terra do sol nascente, entre 2023 e 2025.

E eles buscam sempre por roteiros personalizados, que incluem caminhar sob as cerejeiras em flor durante a primavera, explorar templos históricos em diversas regiões do país e desfrutar do ritmo acelerado da capital Tóquio, entre tantas outras atrações que existem por lá.
Essa combinação de menos burocracia, mais conectividade aérea e crescente interesse cultural cria um cenário extremamente favorável para o brasileiro que deseja explorar o Oriente.
“A facilidade de entrada reduz barreiras práticas e psicológicas. Quando o viajante percebe que não precisa enfrentar um processo de visto, o destino deixa de ser um sonho distante e passa a ser um plano concreto”, afirma Mami Fumioka, fundadora e vice-presidente da Quickly Travel.
ABERTURA NA CHINA

Até dezembro de 2026, brasileiros poderão entrar na China sem visto para estadias de até 30 dias. É um período perfeito para visitar cidades como Pequim, Xangai e Xi’an. A China une civilização ancestral com atrações e paisagens famosas, como a Muralha da China ou as montanhas do Parque Nacional Florestal Zhangjiajie (inspiração para alguns dos cenários fantásticos do filme Avatar). Além disso, os turistas podem combinar o destino com outros lugares do continente asiático -algo que os brasileiros adoram.
A isenção do visto surtiu efeito: as reservas de brasileiros no destino cresceram 91% em 2025, revela a Civitatis, plataforma global de experiências turísticas presentes em mais de 160 países. Além da facilidade de entrada, a grande visibilidade do país nas mídias sociais também impulsiona as viagens.
“A China deixou de ser um destino ‘difícil’ para o brasileiro. Quando você reduz burocracia e dá mais previsibilidade, com experiência guiada, idioma e praticidade, o país vira uma opção muito mais acessível para quem quer ir além do óbvio”, diz Alexandre Oliveira, country manager da Civitatis no Brasil. “Quando a burocracia cai, o destino se torna muito mais acessível para quem quer ir além do óbvio”, acrescenta.
A melhora da conectividade aérea também ajuda a consolidar a tendência. A Air China, que voltou a operar voos entre Brasil e Pequim em 2024, com escala para abastecimento, hoje já oferece 13 voos mensais. A expetativa era fechar 2025 com 200 mil passageiros em viagens de ida e volta entre os dois países.
Em junho de 2025, a companhia chinesa |Hainan Airlines e a Air Europa firmaram uma parceria de doseshare em voos integrados operando de Madri para cidades da América Latina, entre elas São Paulo.
A ONDA DA COREIA DO SUL

O país completa a trilogia asiática no mapa do viajante brasileiro. Ali também é possível entrar sem visto para uma viagem turística de 90 dias. Mas, um outro fator vem impulsionando as viagens para a capital Seul, Busan ou à ilha de Jesu. É a cultura impulsionada pelo K-pop, pelos doramas (séries dramáticas televisivas) e pelo cinema sul-coreano, que roubou a cena em Hollywood nos últimos anos.
E, você, já fez os planos de viagem para 2026?