O governo de Donald Trump proibiu a entrada de robôs chineses nos Estados Unidos, especialmente os modelos bípedes e quadrúpedes. A Comissão Federal de Comunicações (FCC) informou que “os robôs representam ameaça à segurança nacional, principalmente à segurança cibernética.”
Muitos deles são fabricados na China, que compete com os EUA no desenvolvimento de robótica e inteligência artificial.
“Dispositivos robóticos avançados coletam dados que podem ser usados por agentes mal-intencionados para vigiar cidadãos americanos, aprimorar as capacidades de serviço de inteligência estrangeiros ou para controlar remotamente os robôs”, afirmou a FCC.
Embora as medidas se refiram a novos modelos ainda não comercializados, produtos já existentes no mercado também podem enfrentar restrições no futuro.
A embaixada da China em Washington, D.C disse que tomará todas as medidas necessárias em resposta à proibição. A nova ordem pode escalar ainda mais as tensões comerciais entre os dois países.
Mercado emergente
Hoje, 90% dass vendas globais no segmento de robótica são feitas pela China. Muitos acreditam que essa medida do governo, além de proteger a segurança nacional, pode ajudar a indústria americana a entrar nesse mercado considerado emergente.
No início de 2026, o Pentágono concedeu um contrato de de US$ 24 milhões a Foundation Future Industries, uma empresa de robótica, que tem por objetivo desenvolver e testar robôs humanoides para uso militar. Os de grande porte, por exemplo, ajudariam a reduzir os riscos para soldados americanos durante operações militares.